Encontramos sinais de vida inteligente no Universo?

Uma das questões mais antigas e ainda não respondidas é se estamos ou não sozinhos no Universo. Ela só não vence da questão mais fundamental do mundo:

Quem veio primeiro? O ovo ou a galinha?

Desconsiderando esse verdadeiro dilema e voltando aos fatos. Conforme explicamos em nosso artigo sobre a Esfera de Dyson, podemos especular, acreditar ou até mesmo crer mas não existem evidências reais de que estamos ou não sozinhos. Se essa é a primeira vez que escutam falar disso, confiram o artigo clicando AQUI.

É importante estar familiarizado com o conceito para melhor entender a importância da descoberta atual.

Na verdade, a descoberta não é tão atual assim. No dia 15 de maio de 2015 as 18:01:15.65 (tempo sideral), o radiotelescópio russo RATAN-600 (com 576 m de diâmetro da antena circular) detectou um sinal extremamente forte e incomum (com comprimento de onda de 2.7 cm) vindo da estrela denominada HD164595.

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Sinal recebido da estrela HD164595. Credito: Bursov et al.

A informação foi mantida em segredo da comunidade internacional científica até então e somente graças ao repórter Paul Gilster (repórter focado em notícias sobre o espaço), a história veio a tona e está sendo amplamente estudada.

A SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) está investigando esse sinal e já declarou que essa estrela deve ser permanentemente monitorada, pois demonstra fortes indícios de uma comunicação proposital e por sua vez, vida inteligente.

Ok! Mas como esse sinal indica isso?

Primeiramente, é importante saber que a estrela HD164595 tem 6.3 bilhões anos de idade e possui características muitos similares as do Sol, sendo formada da mesma composição metálica. Além disso, a mesma fica na constelação de Hércules, aproximadamente 95 anos-luz de nosso sistema solar.

O fato de, mesmo com essa distância o sinal chegar com essa força, pode indicar que ele foi gerado de uma antena isotrópica (antena que emite sinal em todas as direções com a mesma intensidade). A fonte de energia para uma antena como essa é altíssima, o que indicaria que a civilização que a gerou seria do tipo II no sistema de classificação Kardashev. Esse sistema de classificação foi bem explicado na artigo sobre a Esfera de Dyson. De qualquer modo, isso significa que esse sinal foi gerado por uma civilização mais desenvolvida, capaz de usar a energia gerada pela estrela HD164595.

Uma outra opção é terem usado um feixe direcionado à Terra. Nesta opção, não seria necessário tanta energia, o que indicaria uma civilização do tipo I (a mesma que a nossa). Porém é possível interpretar que há um conhecimento prévio de nossa existência, já que o feixe foi direcionado.

Até o momento somente fora detectado um planeta orbitando a estrela. O mesmo é muito similar a Netuno, porém mais quente. É muito provável que existam outros planetas, mas ainda não foram detectados.

Entenderam a importância desse “simples” sinal?

A relevância é tão grande que o sinal não será monitorado somente pelo telescópio RATAN-600. A SETI irá monitora-lo com a matriz de telescópios Allen no norte da Califórnia, juntamente com a METI Internacional (Messaging Extraterrestrial Intelligence) no observatório óptico no Panana.

Na ciência a resposta mais simples normalmente é a correta, mas imaginem o impacto dessa descoberta em nosso meio de vida? São assuntos como esse que a futurologia estuda e que trabalharemos em nossa coluna. Fiquem ligados.

O que acharam? Acreditam que seja um sinal direcionado? O 1º Hello World de uma outra civilização?

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