Hackear a cidade – Residência Hacker

Como hackear a cidade?

Foi para responder essa pergunta, que a Red Bull Basement iniciou um programa inspirado na cultura Maker, que os mesmos chamam de Residência Hacker. Essa é na verdade a 2º edição da iniciativa.

Red Bull Basement? Hackear a cidade? cultura Maker? Do que você esta falando?

Você provavelmente já deve ter visto algum vídeo classificado como DIY, certo?

DIY significa Do it Yourself, ou faça você mesmo. A cultura Maker é exatamente uma extrapolação desse mesmo conceito. A ideia é juntar todas as pessoas que gostam de criar em um ambiente colaborativo e aberto, de modo a criar coisas que realmente impactam a vida das pessoas.

Muitos dos makers se utilizam de lugares preparados para esse tipo de coisa, ou mais comumente conhecidos como Makerspaces ou Maker labs. O Red Bull Basement é exatamente um lugar desses. Patrocinado pela Red Bull, o Red Bull Basement disponibiliza um ambiente aberto para qualquer pessoa usar conforme necessário. Nele é possível se obter ajuda em seus projetos, materiais e até mesmo ferramentes, como por exemplo a aclamada impressora 3D. Além disso, eles ministram diversas palestras sobre o assunto. Para mais detalhes do funcionamento do lugar, visitem o site.

OK! E quanto a Hackear a cidade?

O programa Residencia Hacker teve o propósito de incentivar projetos que buscam melhorar a cidade por meio da tecnologia, em outras palavras, hackear a cidade! Diversos projetos concorreram ao programa e os selecionados tiveram 2 meses para desenvolver o protótipo final para apresenta-los no evento.

A apresentação rolou dia 04/10/16, das 20h ás 24h e os projetos apresentados foram:

Balanços InterAfetivos – Desenvolvido por Giovanna Casmiro e Linia Lopes

Pluvi.On – Desenvolvido por Diogo Tolezano Pires e Pedro Luiz Godoy Filho

Pontos Cegos – Desenvolvido por Sara Lana Gonçalves da Costa

Sala Bolha – Desenvolvido por Ricardo Almeida

Vamos aos detalhes:

Balanços InterAfetivos

O projeto Balanços InterAfetivos é uma pequena demonstração de como a tecnologia existe sim para unir as pessoas e não separá-las como muitos acreditam. Como o nome indica, o projeto consiste em balanços que interagem com os usuários quando os mesmos entram em contato. Ou seja, Interativo e afetivo ao mesmo tempo.

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Exemplo do Balanço InterAfetivo

Acoplado ao balanços há uma serie de fitas LEDs que ascendem quando o contato e fechado pelos usuários. Bacana, não é mesmo?

No site oficial, será compartilhado os detalhes para que qualquer um possa construir seu próprio balanço InterAfetivo.

Pluvi.on

Como os próprios desenvolvedores descrevem, o Pluvi.On nasceu de uma inquietação. Todo ano temos diversos casos de alagamentos que prejudicam a cidade como um todo e muito a vida dos envolvidos. O Pluvi.On foi criado para tentar resolver exatamente esse problema.

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Componentes do projeto – Pluvi.On

Através de um sensor Hall e um sensor de umidade, o Pluvi.on capta os dados de intensidade da chuva para calcular a probabilidade de enchentes no local onde se encontra. Não existe ainda uma interface oficial para se receber as informações geradas por ele, mas é possível perguntar a um bot no aplicativo Telegram. Basta adiciona-lo como amigo e pronto.

No site oficial do projeto é possível ver um modelo 3D e muito em breve o projeto como um todo para que você posso criar seu próprio.

Pontos cegos

Com o uso indiscriminado de câmeras de vigilâncias, algumas pessoas podem se preocupar com sua privacidade. Muitos preferem o anonimato à alta exposição. Tendo esse mesmo sentimento, a responsável pelo projeto, desenvolveu um capacete capaz de detectar e localizar essas câmeras. A ideia do projeto é mapear todas as câmeras de vigilância privadas e saber por onde é possível andar sem ser intensamente vigiado.

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Capacete – Projeto Pontos Cegos Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

O capacete utiliza sensores de infravermelho para detectar as câmeras e quando detectado salva a localização em um cartão de memória SD acoplada a um Arduino. Ele mapeia a localização através da intensidade do sinal infravermelho, devido a isso é necessário fazer esse mapeamento durante a noite.

No site oficial, é possível encontrar mais informações e os matérias para se construir o próprio capacete.

Sala Bolha

Quer dar uma aula, festa ou ver um cinema num parque com tranquilidade? A Sala bolha é exatamente o que você precisa. Através de materiais simples e baratos o projeto tem a ideia de criar ambientes infláveis de baixo custo e customizáveis.

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Exemplo de uma Sala Bolha Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Assim como os brinquedos de festas infantis, o projeto utiliza um ventilador para manter a estrutura em pé. É possível usar sopradores profissionais, porém devido a força é necessário usar materiais mais pesados. Já imaginaram como aplicar tal projeto?

No site oficial, é possível encontrar mais informações e os matérias para construir sua própria bolha.

Gostaram dos projetos? Qual chamou mais a atenção?

Confiram algumas fotos do evento:

O que acharam? Vão se juntar a comunidade Maker? Que projeto vocês gostariam de tornar realidade?

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