O que o filme não contou | Review Assassin’s Creed

Assassin’s Creed – O Filme, dirigido e protagonizado por Michael Fassbender (o Magneto de X-men First Class), novamente quebra a maldição e entrega um filme simplesmente SENSACIONAL!

Maldição?

Sim, Assassin’s Creed, é na verdade uma franquia de vídeo-game criada pela empresa Ubisoft, extremamente complexa e interessante.

O 1º game, foi lançado em 2007 para PS3/Xbox 360 e nele conhecemos a ordem dos Assassinos pela primeira vez. O jogo se passa em 1191, na época das cruzadas na batalha para tomar Jerusalém. O grande diferencial e brilhantismo da franquia é sempre criar o plot encima de grandes momentos históricos. Com isso, aprendemos história da forma mais divertida e interativa possível. Ao invés de ler aqueles livros de escola, jogue e aprenderá com muito mais detalhes sobre esses momentos.

Sabendo disso, é fácil entender o por que citamos que a maldição foi quebrada, correto?

Em nosso review de Warcraft – O encontro de 2 mundos falamos de como os filmes baseados em jogos sempre foram terríveis, foi somente após Warcraft que finalmente tivemos um filme dessa categoria de forma espetacular.

Até o momento a história da franquia já foi contada através de 9 jogos principais e 11 sub-jogos. Desses 9, foram apresentados 6 assassinos em períodos diferentes. Detalhando a história dos mesmos, existem 8 livros, sendo eles:

  • Assassin’s Creed: Renaissance
  • Assassin’s Creed: Brotherhood
  • Assassin’s Creed: The Secret Crusade
  • Assassin’s Creed: Revelations
  • Assassin’s Creed: Forsaken
  • Assassin’s Creed: Black Flag
  • Assassin’s Creed: Unity
  • Assassin’s Creed: Underworld

Além disso, existem também 9 HQs, focados na vida de alguns assassinos que conviveram com os citados nos livros.

Se ficou interessado em compra-los, utilizem nosso cupom de 10% de desconto na saraiva. Para utiliza-lo, clique no LINK, escolha o livro e no campo de cupom de desconto, escreva LIVROS10. Fiquem atentos, pois o cupom só é válido até dia 31 de janeiro.

Como podem imaginar, vamos utilizar desse material para explicar, ampliar e contextualizar diversos acontecimentos do filme. Assim como já fizemos com os reviews de Star Wars VII e Warcraft.

O review irá conter SPOILERS, portanto se ainda não viu o filme e não gosta de SPOILERS, não continue a ler.

Conforme falamos, todo a trama de Assassin’s Creed se passa sempre em paralelo a momentos importantes de nossa história. Nos mostra como a manipulação dos Templários guiaram esses eventos e como a presença dos Assassinos auxiliam na mitigação desses conflitos. Obviamente, isso tudo é fictício, porém o estúdio faz de uma forma tão convincente, que te deixa pensando.

No filme, isso é citado rapidamente em uma conversa entre o CEO da Abstergo de Madrid (Rikkin) e a Grand Master da Ordem (Ellen Kaye). Ele diz que os Templários já tentaram dominar a humanidade através da religião, política, consumismo e que agora era a hora de tentar através da tecnologia. Essa simples frase mostra o nível de influência da Ordem no desenvolvimento humano e como ainda há muito mais por vir.

OK, mas o que são os Templários? Como funciona essa Ordem e o que isso tem haver com a empresa Abstergo?

Em nenhum dos livros ou jogos é tratada a origem de ambas as ordens, porém sabemos que são ainda mais antiga que as cruzadas. No 1º game, o Grand Master explica que eles influenciaram Ricardo Coração de Leão a dar o nome de Cavaleiros Templários aos cruzados, para poderem andar mais livremente sem chamar atenção. Ou seja, eles existem a muito mais tempo.

Os Templários são divididos por setores, normalmente separados por países, que respondem ao Grand Master de toda a ordem. No filme eles retratam isso mostrando que mesmo Rikkin sendo o responsável pela Abstergo em Madrid, ele responde aos Anciões e a Ellen Kaye. Não é difícil imaginar que a Abstergo é a principal empresa do mundo atual, responsável por quase todos os seguimentos do mercado, não é mesmo? É através dela que eles exercem seu domínio e controle.

Conforme explicado, através de Sofia Rikkin, a empresa desenvolve uma máquina (Animus) capaz de acessar as memórias de nossos antepassados gravadas em nosso DNA. Através dela, eles querem obter um artefato conhecido como a Maçã do Éden. Sofia acredita que nele se encontra o genoma humano e que isso os permitirá curar a violência. Ao final sabemos que seu pai a enganou, na verdade a maça tira o livre arbítrio e que eles a usarão para controlar plenamente o mundo.

Em Assassin’s Creed: Brotherhood, descobrimos que não estamos sozinhos. Uma raça mais evoluída viveu entre nós, a milhares de anos atrás. Em Revelations, aprendemos que não somente eles estavam entre nós, mas que o salto evolutivo do Homo Neanderthalensis para o Homo Sapiens, se deve a interferência deles. Para manter o controle sobre nós, eles desenvolvem um equipamento que inibe nosso livre arbítrio. Portanto o que conhecemos como a Maçã do Éden, é na verdade um dispositivos criado por esses seres. Tentem adivinhar quem foi que conseguiu roubar a maçã e fugir do Éden!

Genial, não é mesmo? Um game tratar de assuntos tão excepcionais, não é qualquer game.

Em Assassin’s Creed I, a mesma é encontrada por um grupo de Templários. A época histórica é diferente, porém nisso o filme foi bem parecido. Assim como no filme, o jogo se passa tanto nas memórias do assassino, quanto nos tempos atuais, dentro da Abstergo. A diferença é que para encontrar a maçã, eles precisavam de um descendente de Altaïr Ibn-La’Ahad e não Aguilar.

Por essa razão, o filme não pertence a mesma linha do tempo que os jogos. Ao mesmo tempo que isso é algo bom, é também um pouco triste, pois todo o material existente é muito rico para ser deixado de lado.

De qualquer forma, vemos várias referências a elementos já apresentados no jogo. A própria roupa de Aguilar e equipamentos são muito parecidos com as de Ezio em Assassin’s Creed: Revelations. Muito provavelmente devido ao fato da maior parte do game se passar em Constantinopla no período em que o muçulmanos a controlavam.

O Animus também mudou um pouco, mas nesse caso, para melhor. Como puderam notar, a pessoa que revive essas memórias, também recupera as habilidades de seu ancestral. No game, o Animus é uma mesa e a pessoa fica deitada durante todo o processo de imersão. É um pouco estranho uma pessoa aprender a fazer parkour tendo ficado deitada o tempo todo. Com a alteração do Animus no filme, faz mais sentido o corpo aceitar esse conhecimento, já que o mesmo executou os mesmos movimentos.

Falando um pouco sobre o filme em si, todos os atores estão excelentes em seus papéis e a continuação desse filme promete muito. A trilha sonora fez um ótimo trabalho em criar o clima correto e as cenas de ação são surreais. Portanto a junção dos efeitos, trilha e história deixaram o filme memorável.

Se eles seguirem a mesma lógica dos jogos, é possível que tenhamos contato com essa outra raça no próximo filme. Não seria sensacional?

O que acharam de Assassin’s Creed? Gostariam de saber mais algo em detalhes? Estão ansiosos pela continuação?

Total Views: 2190 ,
Não deixe de nos seguir e curtir!
0

2 comentários sobre “O que o filme não contou | Review Assassin’s Creed

  1. Eu viajo. Visito igrejas e monumentos históricos. Passei por locais que já conhecia, por dentro, por fora e por cima, graças ao Assassins Creed e NÃO VEJO A HORA de visitar estes mesmos lugares que o jogo proporciona com os óculos VR.
    Nenhuma viagem no mundo real te provê de tanta realidade, tal qual o Assassin’s Creed o faz!!!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *