O que o filme não contou | Review Warcraft [Parte 2]

Antes de começar a ler, talvez você se interesse em saber que a partir de agora você poderá ouvir o conteúdo dos posts ao invés de lê-lo. Basta clicar no play na barra de áudio abaixo. O conteúdo de ambos é exatamente o mesmo então use o que melhor lhe atender.  legal não é mesmo?

Na 1º parte do review contamos um pouco sobre a cultura dos orcs e comparamos como os mesmos foram corrompidos nos livros Vs filme.

1º parte?

Sim! Dividimos nosso review em 2 partes devido a quantidade de informações. Se você chegou aqui agora, de um pulinho lá na 1° parte clicando AQUI.

Na 2º parte do review vamos falar um pouco mais sobre os draeneis, a terra natal dos orcs, Azeroth e alguns outros elementos.

Como explicamos na 1º parte, Warcraft adota um conceito de múltiplos mundos. Sabendo disso até faz mas sentido o subtítulo do filme, não?

O mundo de origem dos orcs se chama Draenor. Que? Então na verdade os draenei são os habitantes originais de Draenor?

Não, na verdade os draeneis se deram esse nome após chegarem em Draenor. O mundo original deles se chamava Argus e os mesmos eram chamados de eredar, porém quando Sargeras os encontrou, os poucos sobreviventes que não aceitaram ser anexados a seu exército tiveram que fugir chegando então a Draenor. Em sua língua original draenei significa “Os Exilados”, o que expressava muito bem a situação deles.

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Em sua busca por eles, a Burning Legion encontra Draenor e os orcs. E assim começa todos os eventos que causaram a destruição de Draenor e levaram os orcs à Azeroth.

Existe um arco da história chamado The War of the Ancient que retrata a primeira guerra entre os seres de Azeroth e a Burning Legion. O mesmo também foi publicado como um livro escrito por Richard A. Knaak. Nele existe uma questão temporal onde um orc viaja para esse período e luta contra os demônios. É possível dizer então que a participação dos orcs nos planos da legião não foi tão acidental assim. De qualquer modo esse link não foi explorado nos futuros livros ou jogos.

Algo muito legal dessa trilogia é que temos um contato bastante forte com o reino dos dragões (Sim existem dragões em Warcraft) e uma outra raça que ainda não apareceu no filme chamada Night Elves (Elfos da Noite).

Antes dos orcs se tornarem a horda, eles eram guiados por um orc shaman  chamado Ner’zhul. Os shamans possuem uma forte conexão com seus ancestrais e por essa razão são fonte de sabedoria e conhecimento entre os orcs. Sabendo disso, Kil’jaeden um dos demônios vindos de Argus aparece na forma do antigo mestre de Ner’zhul e o influencia a guiar os orcs a destruir os draeneis. Quando Ner’zhul descobre que tudo não passava de uma farsa, já era tarde demais e o mesmo é tirado do poder por seu aprendiz Gul’dan.

Viram o tamanho da história antes da criação do portal?

Enquanto isso tudo ocorria em Draenor, Azeroth vivia em paz. Vemos isso claramente com a interação das raças no conselho de guerra em Stormwind. Eles estavam tão acostumados a não terem problemas que com a chegada dos orcs eles não sabem como lidar. Um detalhe importante que pode ter passado desapercebido é que o Rei Llane, Anduin e Medivh são amigos de infância. Por essa razão é que os mesmos possuem aquele relacionamento forte e Anduin fica tão sentido com a “traição” de Medivh.

A representação de Medivh foi muito boa, os livros o descrevem meio excêntrico, isolado e extremamente poderoso. É bem isso que sentimos nos primeiros minutos de tela com ele. Uma outra coisa que talvez não ficou clara é que ele tem um péssimo relacionamento com Kirin Tor. É exatamente por isso que ele ataca Khagdar assim que o vê. Ao longo dos anos, a citadela tentou enviar magos para controlar as pesquisas de Medivh e ele sempre da um jeito de envia-los de volta.

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O relacionamento entre Khagdar e ele também foi alterado, pois no livro The Last Guardian, Khagdar é exatamente um desses magos que a citadela envia para “aprender” com ele. Diferente dos anteriores, Medivh vê algo nele e permite que ele fique. Um fã service rápido foi aquele passeio que ele faz na biblioteca de Medivh. No livro a primeira coisa que Medivh obriga ele a fazer é organizar toda sua biblioteca.

Ele passa dias mergulhado em livros, sem saber como catalogá-los, pois ele teria que ler todos. É nesse momento que Medivh ensina ele a ler um livro ou uma carta sem ter que abri-la. Ele explica que é possível reviver o momento em que ela foi escrita. No livro eles criam um relacionamento profundo de mestre e aprendiz e é por isso que ele consegue impedir Medivh quando o mesmo é totalmente possuído por Sargeras.

Houveram outras pequenas mudanças, mas nenhuma impactou o resultado final. Algo que é muito importante comentar é sobre o bebê de Durotan. O pequeno Go’el será um personagem importantíssimo para os futuros filmes e futuro da saga. Para os que jogaram Warcraft III – Reign of Chaos vão conhece-lo como Thrall. Sim, ele mesmo!

Não vamos nos aprofundar nos aspectos futuros do filme, pois não se sabe qual direção a continuação tomará e não vale a pena o Spoiler. De qualquer modo é importante saber que ele não é um mero detalhe do filme.

Podem esperar bastante de Orgrim Doomhammer também. Nesse filme focaram em Durotan, mas Orgrim é um personagem extremamente importante. É ele quem fará frente à Gul’dan e definirá o futuro da horda.

Uma outra coisa que passou desapercebido para quem não sabia onde olhar foi o personagem Grommash Hellscream (ou para os mais íntimos, Grom Hellscream). Ele aparece em alguns quadros ao lado de Gul’dan, mas muito rapidamente. Na historia do livro ele foi o primeiro a tomar o sangue de Mannoroth e por consequência é um dos orcs mais ferozes da horda. Ele tem um papel importantíssimo no futuro dos orcs, é bastante curioso não terem colocado ele em evidência no filme. Nos games sua primeira aparição é em Warcraft III – Reign of Chaos e sua expansão Beyond the Dark Portal.

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Grom Hellscream / Orgrim Doomhammer / Thrall

Viram quão rica é a história de Warcraft? E isso é só o início. Existe conteúdo para diversos filmes.

Ficou claro também que dada a complexidade a adaptação ficou exemplar? Eles conseguiram ser fiéis a diversos elementos e ao mesmo tempo engajar aqueles que nunca tiveram contato com a franquia. Simplesmente uma obra de arte, ficará para história como exemplo a ser seguido e abrirá as portas para muitas outras.

E com isso encerramos o review! Espero que tenham gostado de todo o conteúdo que trouxemos e se acharem que ficou faltando algum outro detalhe, comentem! Não sejam tímidos!

Uma coisa que É sempre Bom Saber é a sua opinião!

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4 comentários sobre “O que o filme não contou | Review Warcraft [Parte 2]

  1. Parabéns pelos ótimos Reviews.

    Fiquei fascinado pelo filme, reviews e pela história de Warcraft.

    Vi que na parte 1, você menciona alguns livros.
    Você poderia por gentileza, indica os livros que conta a história toda desse incrível universo?

    Estou muito interessado em saber mais sobre como tudo começou e terminou.

    Novamente parabéns pelo excelente trabalho.

    1. Olá Raphael! Fico muito feliz que tenha gostado 😉 Realmente a história de Warcraft é encantadora.

      Infelizmente não tem um livro que conta TODA a historia de uma vez só. Recentemente eu comprei o Ultimate Visual Guide que serve como uma enciclopédia do universo, mas ele não é narrativo. Nele mostra todos os tipos de raças, magias, armas, tempos e por ae vai.

      Para você entender o inicio procura pelo livro World of Warcraft: Chronicles of War. (Infelizmente ainda não tem em português. Nele estão os livros:

      Rise of the Horde de Christie Golden
      The Last Guardian de Jeff Grubb
      Tides of Darkness de Aaron Rosenberg
      Beyond the Dark Portal de Aaron Rosenberg e Christie Golden

      Todos contam tudo que você precisa saber até a chegada do 1º vilão – The Lich King!

      Abraços

  2. Olá! Adorei seu resumo. Só creio que haja uma pequena confusão entre Alodi (o primeiro guardião de Tirisfal) e Aegweynn (mãe de Medivh e penúltima guardiã de Tirisfal.

    No filme, o personagem é Alodi, mas seu gênero foi trocado.

    Continue postando sobre Wow. É sempre bom ler mais sobre o assunto.

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